Pesquisas Originais

Perfil etário parental no Espírito Santo e sua influência na incidência de anomalias congênitas em recém-nascidos

Pedro Ernesto Braun do Prado Karla Mickaela Araújo dos Santos Kelly Cristine Pavan Mickaela Mendes Carreira Natália Marques Costa Natália Witt e Silva Rodrigo Teixeira Zaiden Filho Yasmin Silva Rodrigues

Informações do autor

Pedro Ernesto Braun do Prado

https://orcid.org/0009-0008-1989-7731

Informações do autor

Karla Mickaela Araújo dos Santos

https://orcid.org/0009-0001-3251-7755

Informações do autor

Kelly Cristine Pavan

https://orcid.org/0009-0004-0086-1609

Informações do autor

Mickaela Mendes Carreira

https://orcid.org/0009-0006-3586-2657

Informações do autor

Natália Marques Costa

https://orcid.org/0009-0005-2529-4329

Informações do autor

Natália Witt e Silva

https://orcid.org/0009-0009-6194-2978

Informações do autor

Rodrigo Teixeira Zaiden Filho

https://orcid.org/0009-0008-2562-2750

Informações do autor

Yasmin Silva Rodrigues

https://orcid.org/0009-0008-9891-8990
https://doi.org/10.63923/smhs.2026.133

Resumo

As anomalias congênitas constituem importante problema de saúde pública, associadas à idade materna avançada e possivelmente à paterna. Este estudo observacional retrospectivo, com dados do SINASC/DATASUS (Espírito Santo, 2017–2023; n=377.668), avaliou essa associação por meio de análises descritivas, teste do qui-quadrado e regressão logística ajustada, com estimativa de odds ratio e intervalo de confiança de 95%. Observou-se associação independente e dose-dependente entre idade materna e anomalias congênitas, com aumento acentuado do risco a partir dos 35 anos, especialmente para alterações cromossômicas, enquanto a idade paterna não permaneceu significativa após ajuste. Apesar da baixa incidência absoluta, os maiores riscos relativos concentraram-se em idades maternas avançadas, com destaque para síndrome de Down e malformações cardíacas. Esses achados reforçam a idade materna avançada como principal determinante dessas condições, coerente com o acúmulo de alterações meióticas e o envelhecimento dos ovócitos. Em contrapartida, a ausência de associação independente da idade paterna sugere possível efeito de confusão pela idade materna. A inexistência de aumento de risco em idades maternas jovens e a abordagem populacional integrada fortalecem a consistência dos resultados e contribuem para preencher lacuna relevante na literatura nacional. Nesse contexto, destaca-se a importância do aconselhamento e pré-natal direcionado para diagnóstico precoce e redução de riscos. 

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Como Citar

Perfil etário parental no Espírito Santo e sua influência na incidência de anomalias congênitas em recém-nascidos. (2026). SUMMA Medical and Health Sciences, 2, e133. https://doi.org/10.63923/smhs.2026.133

Histórico

  • Recebido: 30/04/2026
  • Publicado: 12/06/2026
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