Isabella Stein Débora Pozzobon Martins de Oliveira Maria Eduarda Debaco Camila Eichner Gomes Isabela Martins Lamas Hárisson Lucas Hossa
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As doenças da raiz da aorta, como aneurismas e dissecções, exigem correção cirúrgica devido ao alto risco de mortalidade. A técnica clássica de Bentall & De Bono substitui a aorta ascendente e a valva aórtica por um tubo valvulado, garantindo bons resultados, mas requerendo anticoagulação. Como alternativa, surgiram técnicas de preservação valvar, que mantêm a hemodinâmica fisiológica e reduzem complicações, embora sejam mais complexas e de durabilidade variável. Comparar essas abordagens é essencial para avaliar seus impactos em longo prazo, sobretudo na mortalidade. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo e quantitativo, baseado em dados secundários do DataSUS (SIH-SUS). Foram analisadas internações no Rio Grande do Sul entre julho de 2015 e julho de 2025, comparando reconstruções da raiz da aorta com e sem tubo valvado quanto a internações, óbitos e taxa de mortalidade. No período, foram realizadas 573 reconstruções da raiz da aorta no Rio Grande do Sul pelo SUS, sendo 94 (sem tubo valvado) e 479 (com tubo valvado). A mortalidade foi maior no grupo (sem tubo valvado) — 34,0% — em comparação ao grupo (com tubo valvado) — 12,7%. A análise regional confirmou a tendência, com destaque para a Macrorregião Missioneira (70,0% sem tubo versus 16,3% com tubo) e a Metropolitana (43,3% sem tubo versus 9,7% com tubo). Esses dados reforçam a associação do uso do tubo valvado a melhores desfechos hospitalares. Os resultados deste estudo evidenciam associação entre o uso de tubo valvado na reconstrução da raiz da aorta e menor mortalidade hospitalar. A técnica de Bentall apresentou taxa de 12,7%, contra 34,0% nos procedimentos sem tubo, especialmente em regiões com maior volume de casos, como a Metropolitana e a Missioneira. Apesar das vantagens teóricas das técnicas de preservação valvar, sua maior complexidade e variabilidade de resultados limitam a efetividade em larga escala, sobretudo no sistema público. No período analisado, a reconstrução da raiz da aorta com tubo valvado mostrou-se associada a menor mortalidade hospitalar de forma consistente entre diferentes macrorregiões, reforçando a técnica de Bentall como estratégia cirúrgica de referência e de maior segurança imediata no contexto do SUS.