Ensino e extensão

Uma epidemia silenciosa: tendência temporal das internações por Traumatismo Cranioencefálico em Idosos no Brasil e suas Macrorregiões.

Lucas Feliciano Lopes Daniel Luiz Dias de Amorim Daniel Carmona Ferreira Daniel Mota Cardoso Gabrielle Solon Santos

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Lucas Feliciano Lopes

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Daniel Luiz Dias de Amorim

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Daniel Carmona Ferreira

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Daniel Mota Cardoso

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Gabrielle Solon Santos

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https://doi.org/10.63923/sdes.2025.80

Resumo

Introdução: O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma causa significativa de mortalidade e sequelas em idosos. Este estudo objetivou descrever e analisar as tendências das taxas de internações (TI) por TCE em indivíduos com 60 anos ou mais no Brasil e suas macrorregiões. Metodologia: Estudo transversal com dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) de 2015 a 2024, incluindo internações por TCE (CID-10: S06). As TI por 100 mil habitantes foram calculadas e estratificadas por ano na macrorregião. A análise de tendência temporal utilizou a regressão por pontos de inflexão (Joinpoint), calculando a Variação Percentual Anual (APC) com Intervalos de Confiança de 95%. Resultados: A análise de tendências revelou padrão bifásico nas TIs por TCE em idosos. Após um período inicial (2015-2021) com reduções não significativas (Brasil: APC -0,44%; Sul: APC -1,72%; Sudeste: APC -0,53%) ou significativa (Norte: APC -2,39%; IC95%: -5,06; -0,94; p=0,002), seguiu-se uma fase de crescimento pós-2021. No Brasil, o aumento médio anual foi significativo, de APC 7,73% (IC95%: 2,58; 15,72; p<0,001). Este padrão foi observado, também, nas regiões Sul, APC 7,78% (IC95%: 1,22; 18,22; p=0,012), Sudeste, APC 8,3% (IC95%: 3,19; 16,33; p<0,001), Norte, APC 10,22% (IC95%: 5,98; 17,59; p<0,001) e Nordeste, APC 5,97% (IC95%: 3,15; 12,61; p=0,0004). O Centro-Oeste apresentou crescimento significativo de APC 1,57% (IC95%: 0,23; 3,07; p=0,017) desde 2015.  Discussão: O padrão observado pode refletir a influência de políticas preventivas no período de estabilidade e, posteriormente, os impactos indiretos da pandemia, como o descondicionamento físico e o aumento do risco de quedas. O envelhecimento populacional e a polifarmácia são fatores que contribuem para o crescimento sustentado. As diferenças regionais podem estar associadas a desigualdades socioeconômicas. Conclusão: Conclui-se que as TI por TCE em idosos no Brasil foram estáveis até 2021, com um aumento significativo subsequente. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias para prevenção de quedas, além de políticas integradas de envelhecimento saudável.

Referências

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Histórico

  • Recebido: 21/10/2025
  • Publicado: 28/11/2025