Luiza Rêgo de Almeida Camila Martins Dias Rondelli João Vitor Passos de Oliveira Larissa Quintela Silva Nakano Natália Barros Vianna de Oliveira
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A abordagem não cirúrgica da apendicite pode tratar efetivamente e proporcionar menos efeitos negativos no paciente, além de reduzir os gastos envolvidos com a operação. Apesar disso, a patologia usualmente é tratada de forma cirúrgica, apresentando cerca de 5 a 15% de complicações perioperatórias, como: infecções, cicatrizes e demora na recuperação. A partir da ferramenta de busca em base de dados Open evidence, foram inseridos os descritores “tratamento não cirúrgico da apendicite” e “abordagem não cirúrgica alternativa a apendicectomia”, a partir dos quais foram encontrados 12 resultados dentre os quais se escolheram 6.A análise de dados revela que o tratamento não operatório (TNO) com antibioterapia apresenta uma taxa de sucesso inicial elevada no manejo da apendicite aguda não complicada. A meta-analise (JAMA Surgery) e o estudo em crianças (JAMA) demonstram que a maioria dos pacientes, incluindo a população pediátrica, obtêm resolução do quadro clínico sem a necessidade de uma intervenção cirúrgica imediata. Apesar do sucesso, o TNO está associado a um risco de recorrência de aproximadamente 40% em cinco anos, o que pode exigir uma apendicectomia futura. A abordagem não cirúrgica se provou uma alternativa segura e viável. Embora o sucesso e a segurança inicial sejam equivalentes, a terapia antibiótica exclusiva implica em diversos riscos. Isso solidifica a necessidade da decisão terapêutica ser individualizada e baseada no processo de decisão compartilhada com o paciente.Assim, o manejo não cirúrgico não difere de uma conduta conservadora ao avaliar-se a incidência comparativa de complicações e sucesso no tratamento entre ambas. Todavia, a alternativa antibiótica exclusiva infere um contexto de maior tempo de seguimento e de internação para obtenção de sucesso à sua contraproposta em acréscimo ao risco de recorrência agregado.