Pablo Endrigo Correa da Costa Wanessa Silva de Oliveira Gabriella dos Santos do Nascimento Rios Sara Soares Canfild dos Santos Eliziane Ferreira Schmitt Venicius Carvalho Santos Dra. Betsabé Insfrán
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A osteomielite pós-traumática é uma complicação grave associada a fraturas expostas e cirurgias, com variação de incidência estimada em 3 a 30/100.000 habitantes/ano; biofilmes e resistência antimicrobiana sustentam recorrências e falhas terapêuticas. Este estudo sintetiza epidemiologia, agentes bacterianos, mecanismos de resistência e estratégias diagnósticas/terapêuticas na osteomielite pós-traumática, por meio de revisão narrativa (2019–2024) em PubMed, Google Scholar, SciELO e BVSalud, em português/espanhol/inglês, com descritores relacionados a osteomielite, infecção óssea, trauma e resistência; incluíram-se textos completos e excluíram-se duplicados, com extração qualitativa de incidência, patógenos predominantes, perfis de sensibilidade, intervenções (cirúrgicas, antibióticas sistêmicas e locais) e desfechos. Observou-se que S. aureus responde por ~30 a 60% dos casos, com 15 a 35% de cepas MRSA; em formas crônicas/associadas a implantes, destacam-se Pseudomonas aeruginosa (10 a 20%) e Acinetobacter baumannii (5 a 10%). A matriz de biofilme pode reduzir em até 90% a eficácia dos antibióticos sistêmicos. O manejo ótimo combina desbridamento agressivo, reconstrução de partes moles e antibioticoterapia empírica de amplo espectro, ajustada por cultura/antibiograma; sistemas locais (esferas de PMMA com gentamicina) atingem altas concentrações no leito infeccioso e mostram cura >75% em cenários selecionados. Programas de “Antimicrobial Stewardship” reduzem em 15 a 20% patógenos multirresistentes; estudos relatam remissão global de 93,2% (70 a 100%) e amputação em 1 a 7% nas osteomielites pós-traumáticas de membros inferiores. Em SARM pós-trauma, linezolida pode superar vancomicina (cura ~85% vs. 70%; eventos adversos ~5,9% vs. 20%); para bacilos Gram-negativos produtores de carbapenemase, carbapenêmicos mantêm eficácia clínica aproximada de 65 a 70%. Conclui-se que o diagnóstico de forma precoce, o desbridamento tempestivo e a terapia dirigida por microbiologia, complementadas por liberação local de antibióticos e políticas de ”stewardship”, são pilares para reduzir recidivas e amputações; persistem lacunas na padronização de protocolos e no controle de biofilmes, demandando uma maior produção e investimento em estudos multicêntricos relacionados a Osteomielite Pós-Traumática.