Pedro Henrique Dutra Morais Lião Maria Luiza Melo Pereira Clara Salvadora Melo Pereira Esther do Amaral Martins Andrei Machado Viegas da Trindade
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Fraturas ortopédicas complexas são de difícil tratamento pela probabilidade de desenvolvimento de pseudoartrose e maior dificuldade de consolidação óssea adequada, porém o uso de células-tronco mesenquimais é evidenciado como um importante fator terapêutico para esse tipo de tratamento. Por isso, essa revisão possui o objetivo de avaliar a importância do uso de células tronco na reparação de fraturas ósseas. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada na base PubMed, entre 2020 e 2025, utilizando os descritores em Ciências da Saúde (DeCS/MeSH): ‘Stem Cells’, ‘Treatment’ e ‘Fractures Bone’. Foram incluídos artigos primários, de acesso gratuito e texto completo, que abordassem terapias celulares na consolidação óssea. Excluíram-se artigos anteriores a 2020, revisões e publicações não relacionadas ao tema.A síntese dos cinco artigos revela consenso quanto ao efeito positivo das células-tronco mesenquimais na reparação de fraturas complexas, traduzido por melhora na formação de calo ósseo, menor tempo de consolidação e menor incidência de pseudoartrose em modelos avaliados. Estudos destacam o papel dos exossomos como mediadores da comunicação parácrina sendo pré-condicionadas por hipóxia aumentaram marcadores osteogênicos e angiogênicos e aceleraram a remodelação óssea. Ademais, células progenitoras musculares e células estromais de cordão umbilical demonstraram capacidade de promover proliferação e diferenciação osteogênica de células-tronco da medula óssea autólogas , sugerindo fontes alternativas para terapia celular, como relatado no estudo em Chongqing. Apesar dos achados promissores, há limitações: pequeno número de estudos, variação em modelos experimentais, ausência de padronização de protocolos (dose, via, preparação celular) e escassez de dados sobre segurança a longo prazo.Conclui-se que a terapia com células-tronco mesenquimais demonstra potencial relevante na regeneração óssea em fraturas complexas, reduzindo risco de pseudoartrose. Estratégias como o uso de exossomos e células derivadas do cordão umbilical ampliam as perspectivas terapêuticas, embora sejam necessários estudos clínicos adicionais para validar sua aplicação em grande escala.