Rhuan Fernandes Carneiro Anne Carolinne Freitas Silva Pedro Augusto Silva Resende Daniella Xavier Batista Murillo Nunes Serafim uilherme Quireza Silva
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A síndrome de Burnout, caracterizada por exaustão emocional, despersonalização e redução da realização pessoal, é prevalente entre profissionais de saúde devido às altas demandas emocionais e condições laborais adversas. Seu impacto negativo afeta a saúde mental do trabalhador, a qualidade do cuidado e a segurança do paciente, tornando essencial a compreensão de seus fatores associados. Analisar os fatores relacionados à síndrome de Burnout em profissionais da saúde e suas implicações para a qualidade de vida no trabalho. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura por meio da pesquisa dos descritores DeCS: “Profissionais da saúde”; “Esgotamento Psicológico” e “Trabalho” em combinação com o termo booleano “AND” na base de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), resultando na identificação de quinze artigos. Foram considerados para inclusão os artigos originais, publicados nos últimos cinco anos, englobando publicações em inglês, português e espanhol. Adicionalmente, foram excluídos artigos que não abordavam diretamente a proposta estudada e que não respondiam à questão norteadora, culminando na seleção de cinco artigos para compor esta revisão. Os artigos evidenciaram prevalência variável de Burnout entre profissionais de enfermagem e médicos, com taxas que chegaram a 38,3% na Atenção Básica e até 36,9% em Unidades de Terapia Intensiva, dependendo dos critérios utilizados. Entre os fatores associados destacaram-se: sobrecarga de trabalho, múltiplos vínculos empregatícios, baixa renda, falta de autonomia e suporte organizacional, contato frequente com dor, sofrimento e morte, além da intensificação das demandas durante a pandemia de covid-19. As repercussões incluíram maior risco de afastamentos, queda na qualidade da assistência, insatisfação laboral e comprometimento da saúde mental. Estratégias de enfrentamento como espiritualidade, apoio social e práticas de autocuidado foram apontadas, embora ainda insuficientes. A síndrome de Burnout é um problema relevante, influenciado por fatores organizacionais e emocionais que impactam a qualidade de vida no trabalho e a segurança do paciente. É imperativa a implementação de políticas institucionais de suporte, incentivo ao autocuidado e promoção de ambientes de trabalho saudáveis, além do desenvolvimento de novas pesquisas sobre estratégias de prevenção.