Palloma Rezende Marcos de Almeida Camilla Silva Ameno Débora Barreiros da Silva Guilherme Avancini Nascimento Gabriela Cassandri Falquetto Isadora Oliveira Gomes
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A saúde mental de pesquisadores e profissionais da saúde é uma pauta cada vez mais relevante, dada a natureza exigente e muitas vezes estressante de suas atividades. O objetivo deste trabalho é analisar criticamente as evidências da literatura científica sobre o tema, a fim de identificar os principais fatores de risco e de proteção, os transtornos mais prevalentes, as consequências pessoais e profissionais, bem como as estratégias de prevenção e intervenção. A compreensão desses aspectos é fundamental para subsidiar a criação de políticas institucionais e a implementação de práticas de cuidado eficazes. Este estudo baseia-se em uma revisão de literatura, que consistiu na análise de artigos científicos, revisões sistemáticas e outros materiais relevantes disponíveis em bases de dados como PubMed e Scientific Electronic Library Online (SciELO), abrangendo artigos publicados nos últimos 10 anos. O foco foi identificar pesquisas que abordassem a prevalência de transtornos mentais, os fatores de risco e proteção, as repercussões e as estratégias de intervenção relacionadas à saúde mental de pesquisadores e profissionais da saúde. A literatura analisada revela um quadro preocupante em relação à saúde mental desses profissionais. Há uma alta prevalência de problemas como burnout, depressão e ansiedade, que são impulsionados por múltiplos fatores. Entre os principais fatores de risco identificados, destacam-se a intensa carga de trabalho, a pressão por produtividade e o ambiente competitivo e hierárquico. A falta de um equilíbrio saudável entre a vida profissional e pessoal e o perfeccionismo também são fatores que contribuem significativamente para o esgotamento físico e mental. As consequências desses problemas são graves e abrangem diversas áreas da vida do indivíduo. A qualidade de vida é afetada, a produtividade no trabalho diminui e, em casos extremos, podem surgir comportamentos de risco. No entanto, a literatura também aponta caminhos para a prevenção e a intervenção. O desenvolvimento de políticas institucionais de apoio, a promoção de uma cultura organizacional mais saudável e a educação sobre o tema são essenciais para reduzir o estigma e incentivar a busca por ajuda. A saúde mental de pesquisadores e profissionais da saúde é, de fato, uma questão crítica. A alta prevalência de transtornos mentais, impulsionada por fatores estressantes inerentes a essas profissões, compromete não apenas o bem-estar desses indivíduos, mas também sua produtividade e a qualidade do trabalho que realizam. É imperativo que as instituições reconheçam essa problemática e invistam em políticas de apoio e em uma cultura que priorize o bem-estar. Garantir o cuidado com quem cuida é essencial para a sustentabilidade da ciência e da saúde, e deve ser visto como uma prioridade estratégica.