Isadora Figueiredo Villa Júlia Duarte Almeida Starling Débora Coelho Madalena Beatriz Faria Gonçalves Andrei Machado Viegas da Trindade
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O uso de dispositivos eletrônicos tornou-se parte central da rotina das crianças nas últimas décadas, com jovens cada vez mais expostos a telas em atividades de lazer, estudo e socialização. Esse hábito traz implicações diretas para a saúde e o desenvolvimento infantil, destacando-se os impactos sobre a postura, visto que longos períodos em frente às telas favorecem posições inadequadas, como flexão excessiva da cabeça, cifose acentuada e sobrecarga na coluna vertebral. Nesse contexto, torna-se fundamental compreender a relação entre o tempo de exposição à tecnologia e a prevalência de alterações posturais em crianças. Sob essa ótica, o objetivo do trabalho consiste em esclarecer a prevalência de alterações posturais em crianças associadas ao uso excessivo de telas. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, baseada em 6 artigos, com busca nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde. A revisão foi realizada em 2025 em combinação com os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Criança”, “Postura” e “Tempo de tela". Foram incluídos artigos publicados entre o período de 2020 a 2025. Artigos anteriores a 2020, aqueles que não eram classificados nem como gratuitos nem como primários, ou que não se relacionavam ao objetivo do estudo não foram analisados. Os estudos analisados apontam que há prevalência significativa de alterações posturais em crianças com uso excessivo de telas, sobretudo relacionadas a desvios cervicais e torácicos. Evidências mostram associação entre maior tempo diário de exposição e ocorrência de dores musculoesqueléticas, aumento da cifose torácica e alterações na curvatura cervical. Além disso, a manutenção de posturas estáticas e inadequadas durante longos períodos intensifica o risco de sobrecarga musculoesquelética e de compensações que podem se consolidar ao longo do crescimento. Ademais, o impacto tende a ser maior em crianças com hábitos sedentários, evidenciando a interação entre o tempo de tela, baixa prática de atividade física e saúde postural. Portanto, a literatura revisada evidencia que o uso excessivo de telas está fortemente relacionado ao desenvolvimento de alterações posturais em crianças, especialmente em regiões como coluna cervical e torácica. Retoma-se, assim, a importância do monitoramento do tempo de tela e da orientação postural desde a infância.