Fernanda Nunes de Moura Andréia Moreno Gonçalves Sofhia Paris Bervig Maria Júlia Barros Holak Eliara Adelino da Silva
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A síndrome do intestino irritável (SII) é um distúrbio gastrointestinal crônico de origem multifatorial, envolvendo interação entre sistema entérico e fatores psicossociais. Práticas integrativas podem favorecer adesão terapêutica, equilíbrio emocional e relaxamento. Apesar da alta incidência, diagnóstico e manejo da SII ainda apresentam desafios para profissionais e pacientes. Objetivos: Analisar, por meio de revisão sistemática da literatura, a contribuição dos saberes populares e das práticas integrativas no cuidado à SII, relacionando-os à construção do conhecimento médico. Metodologia: Utilizou-se a estratégia PICO nas bases PubMed e Cochrane Library, com descritores “Knowledge”, “Physicians” e “Irritable Bowel Syndrome”, combinados pelo operador “AND”. Foram incluídos ensaios clínicos controlados em português e inglês, publicados nos últimos 20 anos. Excluíram-se estudos sem acesso ao texto completo, revisões narrativas e artigos de opinião. Dois revisores aplicaram critérios de elegibilidade previamente definidos, resultando em seis artigos selecionados. Resultados: Dos seis ensaios clínicos analisados, quatro foram randomizados e envolveram 50 a 120 adultos com SII entre 2008 e 2020. Intervenções como fitoterápicos (hortelã-pimenta, probióticos com plantas fermentadas), MBSR, yoga e acupuntura mostraram redução de dor, distensão abdominal e ansiedade, além de fortalecer o autocuidado e adesão terapêutica. Houve benefícios clínicos relevantes e valorização de conhecimentos tradicionais, embora limitações como protocolos heterogêneos, amostras pequenas e curto seguimento indiquem necessidade de estudos mais robustos. Discussão: Evidenciou-se potencial das terapias integrativas no manejo da SII, porém a falta de padronização dificulta consenso clínico. O uso de probióticos destaca-se como intervenção frequente, mas ainda carece de maior respaldo em diretrizes. A SII impacta fortemente o bem-estar psicossocial, exigindo abordagem integrada baseada em evidências. Conclusão: Saberes populares e práticas integrativas contribuem no manejo da SII, promovendo alívio sintomático, melhor qualidade de vida e fortalecimento do autocuidado. Ao complementar a medicina convencional, ampliam a compreensão biopsicossocial e enriquecem a formação médica.