Maria Eduarda Leles Panisi João Almeida Cruvinel Caio Schuh Santos
Informações do autor
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A raquianestesia é amplamente utilizada em cirurgias ortopédicas de membros inferiores, devido à eficácia, ao baixo custo e ao rápido início de ação. Apesar disso, existem complicações, como a hipotensão arterial, que são frequentes e podem comprometer a segurança do paciente. O objetivo deste trabalho foi revisar a incidência e os fatores de risco para hipotensão após raquianestesia em procedimentos ortopédicos. Foi realizada busca de artigos na base PubMed, com os descritores “Spinal Anesthesia”, “Hypotension” e “Orthopedic Surgical Procedures”. Foram selecionados quatro estudos relevantes: um estudo prospectivo com pacientes submetidos à raquianestesia ortopédica, que evidenciou complicações intra e pós-operatórias, incluindo hipotensão; um estudo comparativo entre raquianestesia e anestesia geral em fraturas de quadril, que apontou menor taxa de complicações na raquianestesia; uma metanálise sobre raquianestesia unilateral X bilateral, que mostrou menor incidência de hipotensão e necessidade de vasopressores no bloqueio unilateral; e um estudo observacional que identificou fatores de risco para hipotensão após raquianestesia, como IMC elevado. Os achados demonstram que a hipotensão pode ocorrer em até 50% dos pacientes, variando de acordo com as características individuais do paciente e a técnica anestésica. A identificação precoce dos fatores predisponentes permite ações preventivas, como o estado de hidratação, titulação da dose anestésica e a escolha pelo bloqueio unilateral em situações selecionadas. Conclui-se que a raquianestesia continua sendo uma técnica segura e eficaz, mas exige monitorização rigorosa e manejo proativo da hipotensão para garantir a estabilidade hemodinâmica perioperatória.