João Almeida Cruvinel Maria Eduarda Leles Panisi Caio Schuh Santos
Informações do autor
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A monitorização hemodinâmica adequada é essencial em cirurgias de grande porte, visto que variações da pressão arterial média (PAM) estão associadas a lesão de órgãos-alvo. A pressão arterial invasiva (PAI) é considerada padrão-ouro pela acurácia e monitorização contínua, enquanto a pressão arterial não invasiva (PANI) é prática, mas pode falhar em detectar episódios transitórios de hipotensão. O objetivo do estudo é revisar evidências sobre vantagens e limitações de ambas as modalidades. Foi realizada uma busca na base PubMed com os descritores “Blood Pressure Monitoring”, “Noninvasive” e “Major Surgery”, e foram selecionados quatro estudos: um estudo randomizado que demonstrou que a PAI detecta significativamente mais tempo em hipotensão que a PANI; uma metanálise comparando medidas invasivas e não invasivas, que mostrou discrepâncias clinicamente relevantes; um estudo em cirurgia cardíaca avaliando ClearSight, mostrando boa acurácia para PAM, mas diferença significativa para pressões sistólica e diastólica; e um artigo de revisão sobre limitações técnicas da PAI. Os resultados apontam que a PAI é mais sensível para identificar episódios de hipotensão, crucial em pacientes críticos ou em procedimentos prolongados; métodos não invasivos contínuos representam alternativa promissora, embora apresentem limitações, e o risco de complicações da PAI, como hematoma e infecção, é baixo quando realizada por equipe treinada. Conclui-se que a monitorização invasiva deve ser preferida em cirurgias de grande porte, em pacientes de alto risco que necessitam titulação rigorosa de fármacos vasoativos, garantindo maior segurança hemodinâmica intraoperatória.