Maria Eduarda Cardoso Nascimento Daniele Maria Pires de Godoy Janaína Andrea Moscatto
Informações do autor
Informações do autor
Informações do autor
INTRODUÇÃO: Os anestésicos gerais são amplamente utilizados na prática cirúrgica, porém, a neurotoxicidade e seus efeitos no sistema nervoso central é uma preocupação crescente, especialmente em crianças em desenvolvimento e idosos Estudos sugerem que a exposição a agentes anestésicos pode provocar alterações morfológicas e funcionais no cérebro a curto e longo prazo, como apoptose neuronal, déficits de aprendizagem, e delirium pós-operatório. OBJETIVO: O objetivo desse presente estudo é analisar os possíveis efeitos neurológicos da anestesia geral em populações pediátricas e geriátricas. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, que utilizou para pesquisa a base de dados do Pubmed, por meio de Descritores em Ciências da Saúde: “Neurotoxicity”, “ Anesthetics”, “Children”, “Elderly”, empregando os operadores “AND”, com seleção de 6 artigos originais, publicados entre 2019 a 2025. RESULTADOS: Constatou-se que em crianças, o cérebro em desenvolvimento pode ser sensível à exposição precoce a agentes como propofol ou sevoflurano. Um estudo populacional sueco associou a anestesia geral submetida em crianças menores de 5 anos a um risco aumento de transtornos do espectro autista. No entanto, pesquisas com o remimazolam demonstrou ser uma alternativa promissora, com baixa incidência de efeitos cardiovasculares e respiratórios. Em idosos, o foco principal é a frequência de ocorrência de delirium pós-operatório. Embora estudos utilizando estratégicas como anestesia guiada por eletroencefalograma ou o uso de propofol em vez de sevoflurano, tenham apresentado redução nos episódios de delirium, os resultados não foram conclusivos. CONCLUSÃO: Os efeitos neurotóxicos dos anestésicos gerais variam conforme a idade, o agente utilizado e o tempo de exposição. A seleção criteriosa do anestésico e o monitoramento individualizado podem minimizar os efeitos em crianças e idosos. Dada os riscos nessas populações, ainda são necessários mais estudos clínicos com foco nos desfechos cognitivos de longo prazo