Adryan Fernandes Lima de Oliveira Mirella Vieira Rêgo Sarah Câmara Ferreira Mirela de Barros Melo Wanderley Marina de Freitas Andrade Antônio Gomes do Nascimento Neto José Ferreira de Lima Neto Aline de Andrade da Silva João Daniel Araújo Barros Hanna Ravigna Duarte Sena e Silva Evely Figueiredo Feitoza
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As neoplasias malignas do encéfalo configuram uma condição clínica de elevada relevância em saúde pública, devido à sua alta morbimortalidade e ao impacto na qualidade de vida. Apesar de representarem uma pequena proporção dos tumores malignos, apresentam prognóstico reservado e manejo complexo. Estudos epidemiológicos são fundamentais para compreender fatores de risco, distribuição e evolução desses tumores, contribuindo para estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. Este estudo utilizou delineamento epidemiológico descritivo e quantitativo, com dados obtidos no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), por meio da ferramenta TABNET. Foram analisadas as variáveis sexo, faixa etária e cor/raça, além da distribuição temporal dos casos e óbitos. Entre 2015 e julho de 2025, registraram-se 9.278 casos de neoplasia maligna do encéfalo em Pernambuco. Em 2015, foram 922 casos; em 2024, 1.044; e em 2025, até julho, 507 diagnósticos. Quanto ao sexo, observou-se discreto predomínio masculino (4.740 casos) em relação ao feminino (4.538). Em relação à idade, a maior incidência ocorreu na faixa de 50 a 59 anos (1.683 casos). No recorte por cor/raça, a população parda foi a mais afetada (6.968 casos), seguida pela branca (566) e preta (145). No mesmo período, foram registrados 1.182 óbitos. Em 2015 ocorreram 114, em 2024 foram 163, e até julho de 2025, 66. A faixa etária de maior mortalidade também foi a de 50 a 59 anos, com 264 óbitos, enquanto entre 15 e 19 anos registraram-se 36. Não houve diferença expressiva entre os sexos, mas novamente a raça parda concentrou a maior parte dos óbitos (942), seguida da branca (72) e da preta (20). Os resultados evidenciam que as neoplasias encefálicas permanecem como importante desafio em saúde pública em Pernambuco, com crescimento progressivo de casos e óbitos, principalmente em adultos de meia-idade e na população parda. Ressalta-se, portanto, a necessidade de aprimoramento das políticas de saúde voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e manejo terapêutico desses tumores.