Fernanda Nunes de Moura Andréia Moreno Gonçalves Sofhia Paris Bervig Maria Júlia Barros Holak Eliara Adelino da Silva
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As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) são abordagens terapêuticas que buscam a promoção, prevenção ou recuperação da saúde, mediante os princípios de integralidade e a prática da escuta acolhedora, buscando sempre o equilíbrio entre eles. Objetivo: Analisar o impacto da inserção das práticas integrativas e complementares na formação médica. Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática conforme as diretrizes do PRISMA nas bases de dados PubMed e Medline, com base na estratégia P.I.C.O. A estratégia de busca utilizou descritores conforme o DeCS: "Education Medical” e “Complementary Therapies”, unidos pelo operador booleano “AND”. Foram incluídos estudos de Caso Clínico Controlado, Estudo Observacional e Relatos de Caso publicados entre 2016 e 2024 nos idiomas inglês, português ou espanhol. Foram excluídos artigos duplicados e monografias. Resultados: Os estudos revisados indicam que a inclusão das PICS na formação médica ainda é incipiente, embora haja crescente interesse dos discentes e profissionais da saúde. As evidências mostram que a exposição precoce a essas práticas favorece a compreensão do cuidado integral. Intervenções educativas demonstraram impacto positivo. Além disso, o uso de práticas como yoga e fitoterapia mostrou-se eficaz como alternativa terapêutica. Contudo, persistem lacunas na formação formal e desconhecimento sobre políticas públicas, como a PNPIC, entre profissionais de saúde. Discussão: A literatura destaca que a integração das PICS no ensino médico pode promover uma abordagem mais humanizada, ampliando o repertório terapêutico dos futuros profissionais e fortalecendo a articulação com o SUS. A formação deve considerar não apenas a aplicação prática das terapias, mas também aspectos socioculturais e comunicacionais. Conclusão: A inclusão das Práticas Integrativas e Complementares na formação médica contribui para uma visão mais integral e humanizada do cuidado. Ampliar a presença das PICS nos cursos de Medicina pode fortalecer a articulação com o SUS e enriquecer o repertório terapêutico dos futuros profissionais.