Guilherme Mohn Dirceu Manuela Vilela Clemente Arthur Damaceno Camargo Costa
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O câncer de pulmão continua sendo uma das principais causas de mortalidade oncológica no mundo, sobretudo devido ao diagnóstico tardio e à alta taxa de recorrência. Este trabalho teve como objetivo avaliar a eficácia da associação entre quimioterapia baseada em platina e imunoterapia com inibidores de PD-1 em pacientes com câncer de pulmão não pequenas células em estágio avançado. Para isso, foi realizada uma revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Google Acadêmico, contemplando artigos publicados entre 2018 e 2023, utilizando os descritores “lung cancer”, “chemotherapy”, “immunotherapy” e “survival”. Foram selecionados estudos originais e revisões sistemáticas que abordassem o impacto da terapia combinada em desfechos clínicos. Os principais resultados encontrados demonstraram que a associação de quimioterapia com imunoterapia promoveu ganho significativo em sobrevida global e em taxa de resposta objetiva quando comparada ao tratamento apenas com quimioterapia, ainda que acompanhada de maior incidência de efeitos adversos imuno-relacionados, geralmente controláveis com manejo adequado. A discussão dos trabalhos enfatizou que a integração da imunoterapia como parte do tratamento inicial representa um marco importante na oncologia, ao proporcionar não apenas maior controle da doença, mas também melhor qualidade de vida em pacientes selecionados. Entretanto, foi destacada a necessidade de maior investimento na busca por biomarcadores preditivos confiáveis, capazes de individualizar a escolha terapêutica e reduzir riscos associados. Conclui-se que a combinação de quimioterapia e imunoterapia já se estabelece como novo padrão de tratamento para o câncer de pulmão não pequenas células em estágio avançado, reforçando a relevância da personalização terapêutica e a importância de contínua atualização baseada em evidências científicas.