Ensino e extensão

LESÕES DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR EM MULHERES ATLETAS: FATORES DE RISCO

Gustavo Alves Costa Carlos Eduardo Candido Domingos Gabriella Azevedo Fernandes Guilherme Moreira Tomaz Araújo Andrei Machado Viegas da Trindade

Informações do autor

Gustavo Alves Costa

ORCID não informado.

Informações do autor

Carlos Eduardo Candido Domingos

ORCID não informado.

Informações do autor

Gabriella Azevedo Fernandes

ORCID não informado.

Informações do autor

Guilherme Moreira Tomaz Araújo

ORCID não informado.

Informações do autor

Andrei Machado Viegas da Trindade

ORCID não informado.
https://doi.org/10.63923/sdes.2025.112

Resumo

Lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) são prevalentes em atletas, particularmente no sexo feminino, registrando uma incidência até oito vezes superior à observada em homens. Essa disparidade é notadamente acentuada em modalidades esportivas que demandam saltos, aterrissagens e mudanças bruscas de direção, como futebol, basquete e handebol, o que sublinha a urgência em investigar os fatores de risco intrínsecos às mulheres. O presente estudo teve como escopo identificar e pormenorizar os principais fatores associados à maior incidência de lesões do LCA em atletas do sexo feminino, abarcando aspectos anatômicos, hormonais, biomecânicos, neuromusculares e relacionados à fadiga. Para tanto, conduziu-se uma revisão integrativa fundamentada na estratégia PICo, na qual a população era composta por atletas do sexo feminino, a intervenção consistiu na análise dos fatores de risco para lesão do LCA e o contexto vinculou-se à elevada taxa de lesões neste grupo. A busca sistematizada foi efetuada em julho de 2025 na base de dados PubMed, empregando descritores em português e inglês, e resultou na seleção de cinco artigos originais após triagem e aplicação dos critérios de inclusão. Os estudos examinados revelaram que fatores como ângulo Q (ângulo que mede o alinhamento da patela) aumentado, incisura intercondilar estreita, maior inclinação tibial, variações hormonais, principalmente as relacionadas ao estrogênio, padrões de ativação muscular com preponderância do quadríceps sobre os isquiotibiais e fadiga muscular estão correlacionados a um risco elevado de lesão. Ademais, constatou-se que adolescentes do sexo feminino exibem acentuada vulnerabilidade durante a puberdade, em virtude das rápidas alterações hormonais e biomecânicas. A confluência desses fatores reforça a necessidade da implementação de estratégias de prevenção personalizadas para atletas femininas, com ênfase no fortalecimento muscular, no controle postural e no treinamento neuromuscular.Essas providências são cruciais para mitigar a incidência de lesões do LCA e assegurar a saúde e a longevidade esportiva das atletas.

Histórico

  • Recebido: 22/10/2025
  • Publicado: 28/11/2025