Mariana Bonfim Lopes de Oliveira Brenda Oliveira Artesi Larissa de Sá Santos Alexandra Weber Lamela
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Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por alterações sociais, comunicativas e comportamentais, impactando a qualidade de vida de indivíduos e familiares. Evidências indicam que disfunções na metilação e aumento do estresse oxidativo contribuem para a fisiopatologia do TEA (James et al., 2006; Frye et al., 2013). A suplementação com vitamina B12, especialmente na forma de metilcobalamina, tem sido estudada devido ao seu papel na síntese de neurotransmissores, metilação epigenética e redução do estresse oxidativo, podendo favorecer o neurodesenvolvimento (Deth et al., 2008; Bertoglio et al., 2010). Metodologia: Indivíduos com TEA apresentam padrões de metilação alterados e níveis reduzidos de glutationa, associados a maior vulnerabilidade ao estresse oxidativo (James et al., 2006; Frye et al., 2013; Frustaci et al., 2012). Estudos clínicos demonstram que a suplementação com metilcobalamina pode normalizar esses parâmetros e favorecer funções cognitivas, incluindo atenção, linguagem e comportamento social (Bertoglio et al., 2010; Hendren et al., 2016). A resposta terapêutica varia de acordo com idade, gravidade clínica e predisposição genética. Eventos adversos são raros, geralmente leves, e requerem acompanhamento médico (Mullan, 2009; Adams et al., 2011). Discussão: A metilcobalamina atua em processos de metilação e antioxidantes, promovendo homeostase neuronal e regulação de neurotransmissores (Deth et al., 2008). Apesar dos efeitos promissores, a heterogeneidade individual sugere influência de fatores genéticos e ambientais. Intervenções precoces e individualizadas podem potencializar os benefícios, mas ainda são necessários ensaios clínicos maiores e protocolos padronizados (Rossignol & Frye, 2012; Frustaci et al., 2012). Conclusão: A metilcobalamina é uma terapia adjuvante promissora no TEA, com potencial para melhorar parâmetros bioquímicos e funções cognitivas. Estudos clínicos mais robustos são necessários para confirmar eficácia, segurança e definir protocolos de uso individualizados.