Manuela Vilela Clemente Carolina Margarida de Carvalho Leal Giovana Silva Teles Moreira Raquel Monte Galvão Diogo Milioli Ferreira
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O câncer de colo do útero é um dos principais tipos de câncer que acometem mulheres no Brasil, principalmente em regiões com menor acesso a serviços de saúde. Embora existam estratégias eficazes de prevenção, como a vacinação contra o HPV e o rastreamento por meio do exame de Papanicolau, a adesão da população ainda enfrenta desafios. Com isso, este estudo tem como finalidade analisar os impactos recentes da vacinação e os desafios para a promoção e adesão ao rastreamento, considerando o contexto do câncer de colo de útero no Brasil. Assim, foi realizada uma revisão simples de literaturas buscadas nas bases de dados PubMed, SciELO e Scopus, com os descritores “cervical cancer”, “HPV vaccination”, “screening” e “Brazil”. Foram selecionados artigos publicados entre 2020 e 2024, em português e inglês. Foram excluídos artigos repetidos ou que não apresentaram relevância temática. Sendo assim, o estudo apontou redução significativa na prevalência de lesões intraepiteliais de alto grau em populações com alta cobertura vacinal. No entanto, existem desafios relacionados ao rastreamento, como a falta de conhecimento acerca da importância do exame preventivo, dificuldades de acesso aos serviços de saúde e estigmas culturais. Estratégias como campanhas educativas, capacitação de equipes multiprofissionais e ampliação do uso de testes de HPV foram consideradas de extrema importância para o aumento da cobertura da prevenção. Portanto, evidencia-se que a combinação entre vacinação e rastreamento contínuo é essencial para o controle do câncer de colo uterino. Logo, a implementação de diretrizes e a propagação de informação devem ser prioridade nas políticas públicas de saúde para garantir um cuidado oncológico preventivo, equitativo e eficaz no Brasil.