Giovana Silva Teles Moreira Raquel Monte Galvão Manuela Vilela Clemente Carolina Margarida de Carvalho Leal Diogo Milioli Ferreira
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O diagnóstico de câncer marca o início de uma fase desafiadora da vida, não apenas pela gravidade e seus efeitos, mas principalmente pela natureza invasiva e exaustiva dos tratamentos, como quimioterapia e radioterapia. Porém, visando promover o bem-estar ao paciente oncológico e tornar essa etapa leve, terapias adjuvantes, como o uso da nanotecnologia, surgem vigorosamente na oncologia. Assim, objetivando conhecer essa nova abordagem na área, a seguinte revisão narrativa, fundamentada em artigos da base PubMed, foi conduzida pela estratégia PICO. Os descritores foram “Nanotechnology”, “Medical Oncology” e “Therapeutic Uses”, intercalando-os com o operador AND. Após a exclusão de revisões, artigos anteriores a 2020 e incompatíveis, selecionou-se cinco. A nanotecnologia na oncologia reduz o crescimento tumoral ao direcionar fármacos e mecanismos imunológicos diretamente ao tumor. Essa abordagem minimiza danos aos tecidos saudáveis e permite uma aplicação pouco invasiva, como a intravenosa. Inicialmente, a nanopartícula “H-dot”, desenvolvida sobre um polímero e marcada com corantes que refletem no infravermelho, adentra no microambiente tumoral ácido e libera drogas específicas na região devido ao mecanismo pH-responsivo. Ademais, à luz infravermelha, auxilia o cirurgião a encontrar mais facilmente os tumores. Observa-se, também, o desenvolvimento de nanopartículas construídas pela proteína Albumina, que carregam medicamentos antineoplásicos e protegem o organismo contra processos promotores do câncer, como glicação e estresse oxidativo. Isso é fundamental, já que comorbidades pró-inflamatórias são comuns em oncológicos. Cabe citar, dentre os nanoliberadores, lípideos estruturados carreadores de melatonina, substância instável importante na anti-inflamação e apoptose, que são rompidos apenas no sítio tumoral, impedindo a degradação da melatonina e possibilitando a entrega sustentada nas células cancerígenas, desenvolvendo maior citotoxicidade e seletividade. Finalizando, a nanotecnologia reprograma o sistema imune a partir da injeção de nanomateriais, que modulam progenitores mieloides para provocarem maior inflamação, combatendo os tumores e fatores favorecedores, além de construir anticorpos nanométricos que neutralizam proteínas de proteção do tumor, tornando as células neoplásicas vulneráveis à imunidade e levando à melhora da eficácia de imunoterapias. Logo, embora a nanoterapia esteja em experimentação, exigindo validação clínica antes da aplicação, representa uma alternativa promissora no tratamento oncológico, capaz de ampliar terapias existentes, tornando-as mais conservativas e resolutivas.