Ensino e extensão

Fasciitis Necrotizante: Explorando Seus Mecanismos e Desafios na Prática Clínica.

Pablo Endrigo Correa da Costa Melissa Oliveira Brito Larissa Lorena de Lima Paulino Regiani Andressa Franco Sophia Clara Alves Fausto Raissa Mundstock Ganzer Luiza Mação Tonetto Dra. Betsabé Insfrán

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Pablo Endrigo Correa da Costa

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Melissa Oliveira Brito

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Larissa Lorena de Lima Paulino

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Regiani Andressa Franco

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Sophia Clara Alves Fausto

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Raissa Mundstock Ganzer

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Luiza Mação Tonetto

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Dra. Betsabé Insfrán

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https://doi.org/10.63923/sdes.2025.72

Resumo

A fasciite necrosante (FN) é uma infecção dos tecidos moles de progressão acelerada, alta toxicidade sistêmica e potencial letal. O objetivo do Artigo foi identificar mecanismos, desafios diagnósticos e estratégias terapêuticas. Realizou-se revisão narrativa com buscas em PubMed, Google acadêmico, BVS e SciELO; incluíram-se revisões, estudos originais e diretrizes publicadas nos últimos 10 anos sobre fisiopatologia, diagnóstico, tratamento e manejo, excluíram-se duplicados, relatos isolados não generalizáveis. A FN decorre de interação entre fatores microbianos e resposta do hospedeiro, com exotoxinas, trombose microvascular e disfunção imune levando à necrose rápida do tecido. Alguns tipos etiológicos incluem forma polimicrobiana (70-80%), monomicrobiana por S. pyogenes/S. aureus (20-30%), bacilos Gram-negativos/anaeróbios como Vibrio e Clostridium (~25%) e formas fúngicas (≈5%). Foi observado que diabetes, obesidade, etilismo, tabagismo, imunossupressão e porta de entrada cutânea são fatores de risco frequentes. O quadro inicial é inespecífico (dor intensa, eritema, edema) e pode evoluir para bolhas, crepitação e choque séptico. O exame de imagem mais útil para delimitar extensão é a tomografia, o LRINEC (o acrónimo para “Laboratory Risk Indicator fot Necrotizing Fascitis score”), baseado em seis parâmetros laboratoriais, classifica o nível de risco sendo eles, baixo <6; intermediário 6–7; alto ≥8 (embora haja controvérsias sobre sua acurácia). O manejo exige abordagem multidisciplinar imediata: reposição volêmica, antibióticos de amplo espectro (p. ex., penicilina G + clindamicina; associação com carbapenêmico ou piperacilina-tazobactam para ampliar cobertura) e desbridamento cirúrgico radical precoce é ideal nas primeiras 6 horas e, no máximo, até 12 horas, com reintervenções seriadas. Atrasos no diagnostico e/ou tratamento elevam substancialmente a mortalidade (podendo atingir 100% quando o tratamento é postergado, e sendo reduzido para ~12% quando há intervenção precoce), o não encaminhamento à exploração nas primeiras 24 h associa-se a risco de morte 9× maior. Terapias adjuvantes como oxigenoterapia hiperbárica, terapia por pressão negativa, podem beneficiar subgrupos, sem postergar a cirurgia. Em coortes, observou-se permanência média de 23,14 ± 16,44 dias e ~4,14 ± 3,98 reoperações, até 35% dos pacientes desenvolvem estresse pós-traumático. Conclui-se que identificação precoce, antibiótico imediato e desbridamento agressivo são determinantes no prognóstico. Ainda persistem lacunas em biomarcadores, imagem precoce e padronização de cuidados pós-operatórios.

Histórico

  • Recebido: 21/10/2025
  • Publicado: 28/11/2025