Pablo Endrigo Correa da Costa Erick Vinicius Rios Rodrigues Eduardo Augusto Dessoy Simone Stefani Duffek John Alex Pereira Chic Narayana Cajai do Carmo Dra. Betsabé Insfrán
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As lesões traumáticas da medula espinal configuram emergência com elevada carga de incapacidade. Este estudo teve por objetivo sintetizar os mecanismos fisiopatológicos primários e secundários, as ferramentas diagnósticas e o manejo inicial com foco em desfechos funcionais. A busca integrou literatura recente sobre mecanismos de dano, classificação ASIA, métodos de imagem (radiografia, tomografia e ressonância magnética) e biomarcadores em investigação (S100β e enolase neuronal específica), protocolos de abordagem como XABCDE e diretrizes ATLS, além de pesquisa por meio de revisão narrativa (2019–2024) em PubMed, Google Scholar, SciELO e BVSalud, em português/espanhol/inglês, com descritores relacionados a lesão medular, trauma raquimedular diagnóstico reabilitação; incluíram-se textos completos e excluíram-se duplicados. A síntese evidencia que a cascata de eventos secundários (edema, isquemia, disfunção microvascular, excitotoxicidade e inflamação mediada por micróglia) amplificam o dano além do trauma inicial, justificando detecção precoce e estabilização rigorosa. No diagnóstico, a escala ASIA padroniza a avaliação neurológica e, em conjunto com TC e RM, delimita extensão e gravidade; os biomarcadores citados despontam como promissores para identificação precoce, embora careçam de validação para uso rotineiro. No manejo inicial, a priorização de hemorragias exsanguinantes, via aérea com proteção cervical, ventilação, circulação e avaliação neurológica orienta condutas que mitigam complicações; a imobilização cervical deve ser criteriosa, ponderando riscos e retirando-se quando a instabilidade for excluída. Quanto à terapêutica, existe controvérsia sobre corticoides precoces por potenciais benefícios limitados e eventos adversos, e ressalta o papel da descompressão e estabilização vertebral quando há compressão medular e déficit neurológico, favorecendo mobilização e reabilitação mais precoces. Na fase de recuperação, estratégias interdisciplinares, com fisioterapia e terapia ocupacional, associadas a tecnologias como estimulação elétrica funcional e exoesqueletos, visam maximizar autonomia e qualidade de vida; fatores psicossociais e suporte familiar influenciam adesão e prognóstico. Em conjunto, a abordagem biopsicossocial, iniciada precocemente e guiada por avaliação neurológica padronizada e imagem adequada, é central para reduzir sequelas e otimizar a recuperação funcional.