Ensino e extensão

IMPACTOS DA QUIMIOTERAPIA NA FERTILIDADE: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS DE PRESERVAÇÃO

Nina Veras

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Nina Veras

ORCID não informado.
https://doi.org/10.63923/sdes.2025.69

Resumo

Introdução: Os impactos dos tratamentos médicos oncológicos sobre a fertilidade englobam desde estratégias de preservação da capacidade de reprodução, até as sequelas a longo prazo em indivíduos sujeitos aos tratamentos. Nesse contexto, tem-se que as quimioterapias e demais formas de tratamento dos cânceres afetam tanto direta, quanto indiretamente a fertilidade, de modo que podem danificar o sistema reprodutivo ao destruir o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. Sendo assim, é de extrema importância investigar estratégias de preservação da fertilidade e avaliar os impactos do tratamento nessa. Objetivo: Avaliar os riscos que os tratamentos oncológicos representam para a fertilidade e identificar estratégias eficazes para a preservação da capacidade reprodutiva em pacientes oncológicos. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de estudos reunidos das plataformas PubMed, Scielo e LILACS, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Chemotherapy”, “Fertility Preservation” e “Antineoplastic Protocols”. Foram incluídos estudos nos idiomas inglês e português, realizados entre 2022 e 2025, que responderam ao objetivo. Resultados: A análise dos estudos revelou que as quimioterapias utilizadas nos tratamentos oncológicos estão associadas a inúmeros efeitos adversos sistêmicos, como depleção folicular, danos ovarianos irreversíveis e disfunção testicular. Tais implicações estão diretamente interligadas à destruição do eixo hipotálamo-hipófise, afetando diretamente a produção e liberação dos hormônios sexuais pelas gônadas, essenciais para a capacidade reprodutiva. Diante disso, pode-se referir aos agentes antineoplásicos como sendo gonadotóxicos, de modo que torna-se imprescindível a investigação de estratégias que preservem a fertilidade de pacientes oncológicos, de forma a minimizar os danos, tanto endócrinos, quanto psicológicos do tratamento. Conclusão: Portanto, ao iniciar o tratamento oncológico com quimioterapia, é essencial a análise dos impactos dessa na vida reprodutiva dos pacientes, de forma que devem ser consideradas as possibilidades de congelamento de oócitos ou utilização de medicamentos para recuperar a função testicular, por exemplo. Desse modo, além de tais formas de preservação, o nível de gonadotoxicidade do tratamento também deve ser levado em conta, enfatizando a necessidade de pesquisas em tratamentos que afetem menos o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal.

Histórico

  • Recebido: 21/10/2025
  • Publicado: 28/11/2025