Ensino e extensão

Reanimação Neonatal

Rafaela Sobreira La Rocca Palloma Rezende Marcos de Almeida Luiza Davel Moreira Coelho Raíssa Giorgette Souza Dias Camila Castro Sarmenghi Olívia Soneghet Silva Santos Neves Isabela Kuster Valter Sany Schmidt Roberta Angeli Corsini

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Rafaela Sobreira La Rocca

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Palloma Rezende Marcos de Almeida

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Luiza Davel Moreira Coelho

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Raíssa Giorgette Souza Dias

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Camila Castro Sarmenghi

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Olívia Soneghet Silva Santos Neves

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Isabela Kuster Valter

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Sany Schmidt

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Roberta Angeli Corsini

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https://doi.org/10.63923/sdes.2025.56

Resumo

A reanimação neonatal é um procedimento essencial para a redução da morbimortalidade infantil, uma vez que muitos recém-nascidos necessitam de alguma intervenção ao nascimento. A metodologia utilizada baseia-se na diretriz atualizada da Sociedade Brasileira de Pediatria para recém-nascido com idade gestacional igual ou superior a 34 semanas, que padroniza etapas e condutas para maior eficácia no atendimento. O preparo deve incluir ambiente aquecido, equipe treinada e materiais revisados. Logo após o nascimento, o recém-nascido deve ser avaliado quanto à respiração, tônus e frequência cardíaca. Recomenda-se realizar medidas iniciais como secagem, retirada de campos úmidos, manutenção de normotermia entre 36,5 e 37,5 °C, posicionamento adequado e estímulo tátil. A aspiração só é indicada quando houver obstrução de vias aéreas. A avaliação rápida ocorre nos primeiros 60 segundos de vida, priorizando a frequência cardíaca como principal guia de conduta. Se o recém-nascido apresentar apneia, respiração irregular ou frequência cardíaca abaixo de 100 bpm, deve-se iniciar ventilação com pressão positiva. Esta é a intervenção mais importante do processo, sendo realizada com ar ambiente e máscara facial bem adaptada, acompanhada de monitorização da saturação e da expansão torácica. A resposta deve ser reavaliada após 30 segundos, corrigindo a técnica se ineficaz e prevenindo complicações pulmonares. Quando a frequência cardíaca permanece abaixo de 60 bpm após ventilação eficaz, indica-se a massagem cardíaca, realizada em proporção 3:1, coordenando compressões e ventilações, preferencialmente com dois polegares sobre o esterno. Persistindo a bradicardia, administra-se adrenalina, de preferência pela via venosa umbilical. Em casos de suspeita de hipovolemia, recomenda-se expansor de volume com solução cristalóide a 0,9%, na dose adequada e de forma lenta. Na fase pós-reanimação, o recém-nascido deve ser monitorizado quanto a sinais vitais, saturação de oxigênio, glicemia e temperatura, garantindo estabilidade hemodinâmica e respiratória, além de prevenção de distúrbios metabólicos e infecções. O encaminhamento para unidade neonatal é indicado quando necessário o acompanhamento intensivo e redução de complicações. Conclui-se que a aplicação sistemática e cronológica das etapas de reanimação neonatal, conforme a metodologia proposta pela SBP, proporciona maior eficácia e padronização, além de redução significativa da mortalidade neonatal.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Diretrizes da Reanimação Neonatal 2022. Disponível em: https://www.sbp.com.br/especiais/reanimacao/documento-cientificos/
  2. Oliveira, N. R. G. et al. (2023). “Therapeutic hypothermia as a neuroprotective strategy in newborns with perinatal asphyxia.” Frontiers in Rehabilitation Sciences, 4, 1132779. https://doi.org/10.3389/fresc.2023.1132779

Histórico

  • Recebido: 20/10/2025
  • Publicado: 28/11/2025