Luiza Maciel Ferreira Carneiro
Informações do autor
As vacinas terapêuticas contra o câncer têm se destacado como uma alternativa promissora no campo da imunoterapia, visando estimular respostas imunes específicas contra células tumorais. Estudos recentes demonstraram resultados encorajadores com vacinas personalizadas de RNA, células dendríticas e peptídeos tumorais em cânceres como pâncreas, pulmão e colorretal, inclusive em casos resistentes à imunoterapia tradicional. Além disso, abordagens inovadoras, como a aplicação intratumoral da vacina da gripe, mostraram potencial modulador do sistema imune. Esses avanços indicam que as vacinas antitumorais podem se tornar ferramentas eficazes e seguras no tratamento oncológico personalizado. Os estudos têm como objetivo avaliar a eficácia e segurança de diferentes imunizações, tanto profiláticas quanto terapêuticas, no tratamento e prevenção do câncer, buscando estimular respostas imunes duradouras e oferecer alternativas para casos resistentes à imunoterapia. Os estudos utilizaram metodologias variadas, incluindo ensaios clínicos de fases 1 a 3, com aplicação de vacinas variadas em pacientes com diferentes tipos de câncer. Foram usadas abordagens como seguimento de longo prazo, vacinação personalizada com RNA ou células dendríticas, aplicação intratumoral de vacina da gripe e comparação com quimioterapia padrão. As análises envolveram avaliações clínicas, imunológicas e moleculares para medir eficácia, segurança e resposta imune. Os artigos demonstraram que diferentes vacinas, preventivas ou terapêuticas, apresentaram resultados positivos na prevenção e no tratamento do câncer. A imunização contra o HPV mostrou proteção duradoura por mais de uma década. Vacinas personalizadas, como a de RNA no câncer de pâncreas e a de células dendríticas no câncer de pulmão, induziram respostas imunes específicas, com controle da doença e melhora na sobrevida. A vacina OSE2101 aumentou a sobrevida em pacientes com câncer de pulmão resistente à imunoterapia, com menos efeitos adversos que a quimioterapia. Já a aplicação intratumoral da vacina da gripe foi segura e estimulou infiltração imune em tumores pouco responsivos, sugerindo potencial uso combinado com outras terapias. Vacinas terapêuticas contra o câncer mostram potencial promissor ao estimular uma resposta imune específica contra tumores. Apesar dos desafios, avanços tecnológicos vêm ampliando sua eficácia, especialmente em combinação com outras imunoterapias. São uma aposta relevante para o futuro da oncologia personalizada.