Brenda Alvares dos Reis Fernanda Nunes de Moura Clara Anate Del Vecchio Mariana Silva Marques da Costa Eliara Adelino da Silva
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Ligante da Liga Interdisciplinar de MediComplementarescina Integrativa e Práticas da Universidade de Vassouras (UniVassouras), Vassouras, Rio de Janeiro, Brasil
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Ligante da Liga Interdisciplinar de MediComplementarescina Integrativa e Práticas da Universidade de Vassouras (UniVassouras), Vassouras, Rio de Janeiro, Brasil
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Ligante da Liga Interdisciplinar de MediComplementarescina Integrativa e Práticas da Universidade de Vassouras (UniVassouras), Vassouras, Rio de Janeiro, Brasil
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Ligante da Liga Interdisciplinar de MediComplementarescina Integrativa e Práticas da Universidade de Vassouras (UniVassouras), Vassouras, Rio de Janeiro, Brasil
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Orientadora da Liga Interdisciplinar de Medicina Integrativa e Práticas Complementares da Universidade de Vassouras (UniVassouras), Vassouras, Rio de Janeiro, Brasil
Introdução: Complicações infecciosas e atraso no processo de cicatrização continuam sendo desafios relevantes na prática cirúrgica. A ozonioterapia, fundamentada na aplicação controlada da mistura oxigênio-ozônio, tem se destacado por seus efeitos antimicrobianos, anti-inflamatórios e regenerativos , sendo investigada como alternativa adjuvante na recuperação pós-operatória. Objetivo: Avaliar os efeitos da ozonioterapia na cicatrização de feridas e no controle de infecção em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos. Metodologia: Foi realizada revisão bibliográfica nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS e Google Scholar, sem restrição temporal, até setembro de 2025. Utilizaram-se os descritores “Ozone Therapy”, “Wound Healing”, “Surgical Wound Infection” e “Postoperative Complications”. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, coortes e séries ≥10 pacientes. Excluíram-se estudos in vitro, experimentais em animais, relatos de casos isolados e artigos sem desfechos relacionados à infecção ou cicatrização. Resultados: Foram selecionados 15 estudos clínicos e revisões. Observou-se que a ozonioterapia tópica, administrada por irrigação com água ozonizada, insuflação local ou aplicação de óleo ozonizado, reduziu significativamente a carga bacteriana, inclusive de microrganismos multirresistentes. Além disso, houve aceleração da formação de tecido de granulação, epitelização e fechamento de feridas contaminadas ou úlceras crônicas pós-desbridamento. Ensaios randomizados demonstraram diminuição de deiscência e de infecção superficial. Efeitos adversos foram raros e leves, limitando-se a eritema e ardor transitório.Conclusão: A ozonioterapia apresenta-se como recurso adjuvante promissor no manejo de feridas cirúrgicas, contribuindo para prevenção e controle de infecções e favorecendo a cicatrização. Entretanto, a ausência de padronização terapêutica e a necessidade de ensaios clínicos multicêntricos robustos ainda restringem sua incorporação às diretrizes cirúrgicas.