Adryan Fernandes Lima de Oliveira Mirella Vieira Rêgo Sarah Câmara Ferreira Mirela de Barros Melo Wanderley Marina de Freitas Andrade Antônio Gomes do Nascimento Neto José Ferreira de Lima Neto Aline de Andrade da Silva João Daniel Araújo Barros Hanna Ravigna Duarte Sena e Silva Evely Figueiredo Feitoza
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A epilepsia é uma doença neurológica crônica de relevância em saúde pública, caracterizada por crises recorrentes e impactos sociais significativos. No Brasil, compreender o perfil epidemiológico da condição é fundamental para orientar estratégias de diagnóstico e tratamento. Este estudo teve como objetivo analisar casos e óbitos por epilepsia em Pernambuco, considerando variáveis sociodemográficas como sexo, faixa etária e cor/raça. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo e quantitativo, utilizando dados extraídos do DATASUS por meio da plataforma TABNET. Foram avaliadas informações referentes a sexo, idade, cor/raça e número de ocorrências.Durante o período analisado, foram notificados 38.766 casos de epilepsia em Pernambuco. Em 2015, registraram-se 3.134 casos, enquanto em 2021 esse número subiu para 4.172. Em 2025, até julho, foram contabilizados 2.840 diagnósticos. Quanto ao sexo, observaram-se 22.700 casos no masculino e 16.066 no feminino. A faixa etária mais acometida foi a de 50 a 59 anos, com 4.266 casos. Em relação à cor/raça, a população parda apresentou maior número de registros (31.338), seguida por branca (2.475) e preta (343). Foram notificados 1.100 óbitos por epilepsia no período. Em 2015 ocorreram 74, em 2024 um total de 171 e, em 2025 até julho, 120. A faixa etária mais atingida pelos óbitos foi a de 70 a 79 anos (211), enquanto o grupo de 10 a 14 anos registrou apenas 6. Quanto ao sexo, houve 649 óbitos em homens e 451 em mulheres. Em relação à cor/raça, a população parda também se destacou, com 899 óbitos, seguida pela branca (91) e preta (9). Os achados apontam aumento progressivo dos casos de epilepsia em Pernambuco, com predomínio no sexo masculino, na população parda e entre adultos de 50 a 59 anos. Já os óbitos concentram-se em idosos, especialmente de 70 a 79 anos. As disparidades raciais observadas reforçam a necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e tratamento adequado, sobretudo em grupos mais vulneráveis.