Adryan Fernandes Lima de Oliveira Mirella Vieira Rêgo Sarah Câmara Ferreira Mirela de Barros Melo Wanderley Marina de Freitas Andrade Antônio Gomes do Nascimento Neto José Ferreira de Lima Neto Aline de Andrade da Silva João Daniel Araújo Barros Hanna Ravigna Duarte Sena e Silva Evely Figueiredo Feitoza
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A Doença de Parkinson é uma enfermidade neurodegenerativa crônica e progressiva que afeta principalmente o controle motor. É caracterizada por sintomas como tremores em repouso, rigidez muscular, bradicinesia e instabilidade postural. Este estudo adotou um delineamento epidemiológico descritivo e quantitativo, utilizando dados extraídos do DATASUS por meio da plataforma TABNET. As variáveis analisadas incluíram sexo, cor/raça e idade, além de identificar os principais fatores associados à ocorrência de neoplasias malignas do encéfalo na população afetada.Segundo os dados obtidos para o estado de Pernambuco, foram identificados 576 casos de Doença de Parkinson durante o período analisado. Em 2015, foram notificados 45 casos, em 2023, ano que atingiu o maior número de ocorrências, houve 77 casos, e em 2025, considerando até julho, ocorreram 40 diagnósticos. Em relação ao sexo, 346 casos foram em indivíduos do sexo masculino e 230 no sexo feminino. Considerando a variável cor/raça, a população parda foi a mais acometida, com 439 casos, enquanto as pessoas de raça branca e preta tiveram 41 e 6 casos, respectivamente. Quanto à faixa etária, observou-se maior incidência no intervalo de 60 a 69 anos, com 161 casos. Em relação aos óbitos, foram registrados 39 óbitos ao longo do período, sendo 3 em 2015, 6 em 2023 e 6 em 2025. A maior concentração de mortes ocorreu na faixa etária de 80 anos ou mais, com 17 registros, enquanto a menor incidência foi entre 30 e 39 anos, com apenas 1 óbito. Sobre o sexo, não houve diferença relevante, ao contrário da variável cor/raça, em que a raça parda foi a mais afetada, com 27 óbitos, enquanto a cor branca teve 4 óbitos.Os dados evidenciam que a doença de Parkinson apresenta crescimento relevante no estado de Pernambuco, com maior concentração de casos em indivíduos idosos, predominantemente acima dos 60 anos e no sexo masculino. Nesse sentido, os estudos epidemiológicos constituem ferramenta essencial para o direcionamento de políticas públicas e ações em saúde,com o objetivo de permitir avanços no rastreamento, diagnóstico e manejo clínico, para minimizar o impacto da doença sobre a qualidade de vida da população.