Guilherme Moreira Tomaz Araújo Gabriella Azevedo Fernandes Gustavo Alves Costa Carlos Eduardo Candido Domingos Andrei Machado Viegas da Trindade
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INTRODUÇÃO: As lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) representam um dos principais problemas de saúde no esporte, relacionados a altos custos econômicos juntamente com perda de desempenho e risco de sequelas crônicas, como a osteoartrite. A incidência varia entre modalidades e gêneros, sendo maiores em esportes de contato, saltos e mudanças bruscas de direção, como futebol, basquete e ginástica. OBJETIVO: Analisar a incidência e os fatores de risco relacionados às lesões do LCA em atletas jovens e adultos, considerando diferenças entre modalidades esportivas e sexo. METODOLOGIA:Revisão integrativa da literatura, baseada em cinco artigos publicados entre 2019 e 2025, selecionados nas bases PubMed e periódicos indexados. Utilizaram-se os descritores “Atletas”, “Epidemiologia” e “Ligamento Cruzado Anterior”. Foram incluídos artigos originais e revisões sistemáticas com metanálise, em inglês, espanhol ou português, com acesso ao texto completo. RESULTADOS: A incidência de lesões do LCA foi maior em mulheres, principalmente nas modalidades basquete e futebol, chegando a 2,6 por 10.000 exposições, contra 0,9 em homens. Nos adolescentes, fatores como idade avançada, prática intensa de atividades, puberdade precoce e excesso de peso aumentaram significativamente o risco. O futebol americano e a ginástica também apresentaram taxas relevantes, sendo mais significativas durante competições, sendo risco até 5 vezes maiores comparados aos treinos. A maioria dos casos ocorreu por mecanismos não contatantes, reforçando a importância de programas preventivos voltados para o fortalecimento muscular, melhora da biomecânica e controle neuromuscular.CONCLUSÃO: As lesões do LCA mantêm alta incidência no mundo esportivo, especialmente entre atletas do sexo feminino, modalidades de contato ou de alta demanda de pivotagem. Estratégias de prevenção devem considerar fatores específicos de sexo, idade, intensidade de prática e características biomecânicas. Programas de treinamento neuromuscular e monitoramento adequado durante a puberdade podem reduzir substancialmente a ocorrência dessas lesões.