Lucca Fayad Paludo Maria Eduarda Andrade Nogueira
Informações do autor
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As vacinas constituem uma das intervenções mais eficazes da saúde pública, responsáveis pela erradicação ou controle de diversas doenças infecciosas. Nos últimos anos, avanços significativos em biotecnologia permitiram o desenvolvimento de novas plataformas vacinais, como as vacinas de RNA mensageiro (mRNA), vetores virais e nanopartículas, que demonstraram segurança e eficácia em tempo recorde durante a pandemia de COVID-19. Este estudo teve como objetivo revisar as inovações recentes em vacinologia e discutir os principais desafios para sua implementação global. Foi conduzida uma revisão narrativa da literatura em bases como PubMed, Scopus e LILACS, priorizando artigos dos últimos dez anos, ensaios clínicos e documentos de organizações internacionais de saúde. Os resultados evidenciam que as vacinas de mRNA apresentam elevada flexibilidade para adaptação a novas variantes virais, enquanto as vacinas de vetor viral se consolidaram como alternativas seguras e escaláveis em curto prazo. Além disso, avanços no uso de adjuvantes e sistemas de liberação direcionada têm potencial para aumentar a imunogenicidade e reduzir a necessidade de múltiplas doses. Estudos recentes também exploram vacinas contra doenças crônicas, como câncer, e contra agentes resistentes a antimicrobianos, ampliando o papel da imunização para além das infecções tradicionais. Na discussão, observa-se que, apesar das conquistas tecnológicas, desafios persistem, incluindo a hesitação vacinal, desigualdades no acesso entre países de alta e baixa renda, dificuldades logísticas de armazenamento e distribuição, além da necessidade de campanhas educativas eficazes para fortalecer a confiança da população. As desigualdades acentuadas durante a pandemia evidenciam a urgência de estratégias globais de cooperação e financiamento sustentável em vacinologia. Conclui-se que os avanços recentes em vacinas representam uma revolução na prevenção de doenças, com impacto direto na saúde global e na expectativa de vida. Entretanto, para que esses benefícios sejam universalizados, é essencial superar barreiras de acesso, investir em inovação tecnológica e promover políticas públicas que ampliem a cobertura vacinal de forma equitativa e sustentável.