Lucca Fayad Paludo Maria Eduarda Andrade Nogueira
Informações do autor
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O câncer representa um dos maiores desafios da saúde pública mundial, exigindo terapias inovadoras para além da quimioterapia e radioterapia convencionais. Este trabalho tem como objetivo revisar os avanços recentes em imunoterapia, células CAR-T e medicina personalizada, destacando sua aplicabilidade clínica e limitações. Foi conduzida uma revisão narrativa da literatura, com busca em bases científicas internacionais (PubMed, Scopus e Web of Science) nos últimos dez anos, utilizando os descritores “immunotherapy”, “CAR-T cells” e “precision oncology”. Foram selecionados artigos originais, ensaios clínicos e revisões de alto impacto que abordassem eficácia, segurança e perspectivas futuras dessas abordagens. Os resultados apontam que os inibidores de checkpoint imunológico, como anti-PD-1, anti-PD-L1 e CTLA-4, têm proporcionado respostas duradouras em neoplasias avançadas, incluindo melanoma metastático e câncer de pulmão de não pequenas células. As terapias com células CAR-T demonstraram taxas de remissão superiores a 70% em leucemias e linfomas refratários, ainda que associadas a efeitos adversos significativos e custos elevados. A medicina personalizada, por meio da identificação de biomarcadores e análise molecular tumoral, possibilitou tratamentos dirigidos e redução da toxicidade em diversos tipos de câncer, consolidando-se como eixo central da oncologia de precisão. A discussão evidencia que, apesar do impacto positivo no prognóstico oncológico, persistem barreiras relacionadas ao acesso desigual, altos custos, infraestrutura hospitalar limitada e resistência tumoral. Além disso, os efeitos adversos imunomediados ainda exigem protocolos de manejo padronizados. Conclui-se que imunoterapia, CAR-T cells e medicina personalizada representam marcos na evolução do tratamento oncológico, com potencial de transformar a prática clínica ao oferecer terapias mais eficazes e individualizadas. Entretanto, para que esses avanços alcancem maior parcela da população, é necessário investimento em políticas públicas, inovação tecnológica e pesquisas colaborativas que garantam equidade no acesso.