Ensino e extensão

OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS POR CORPO ESTRANHO EM CRIANÇAS: REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE PERFIL CLÍNICO, CONDUTAS E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO

Nathália Caetani Carvalho Gabrielle Santos da Conceição Nicole Stasiak Mendez Eliara Franceschini Clarissa Silveira Decken Bruna Schmidt

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Nathália Caetani Carvalho

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Gabrielle Santos da Conceição

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Nicole Stasiak Mendez

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Eliara Franceschini

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Clarissa Silveira Decken

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Bruna Schmidt

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https://doi.org/10.63923/sdes.2025.101

Resumo

A obstrução de vias aéreas por corpo estranho (OVACE) representa uma das emergências mais comuns na pediatria, configurando importante causa de mortalidade evitável em crianças, sobretudo na faixa etária de 1 a 3 anos. Objetos pequenos, alimentos de formato esférico e brinquedos com peças pequenas constituem os principais agentes etiológicos, sendo a prevenção e o manejo precoce fundamentais para a redução de complicações. O presente estudo consistiu em uma revisão de literatura na qual foram consultadas as bases PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS, Web of Science e Scopus, além de diretrizes institucionais, utilizando descritores controlados e não controlados combinados por operadores booleanos. Incluíram-se artigos publicados entre 2015 e 2025, em português, inglês e espanhol, que abordassem casos clínicos, estudos observacionais, revisões ou diretrizes sobre a temática. Os resultados revelaram que a média de idade dos pacientes foi de 2,4±1,1 anos, com maior prevalência entre 1 e 3 anos (78%) e discreta predominância do sexo masculino (55%). A residência foi o principal local de ocorrência (90%), e os corpos estranhos mais comuns foram alimentos, como amendoim e sementes (60%). Em situações de OVACE, as condutas imediatas incluíram golpes interescapulares, compressões torácicas em lactentes e a Manobra de Heimlich em crianças maiores. A broncoscopia destacou-se como exame diagnóstico e terapêutico de escolha. A revisão evidenciou que, embora o manejo clínico seja essencial para a sobrevida, a prevenção por meio da educação de pais, cuidadores e profissionais de saúde constitui a medida mais eficaz para reduzir os casos de OVACE. Conclui-se que campanhas educativas e treinamentos em primeiros socorros pediátricos são indispensáveis para minimizar os riscos e impactos desses acidentes.

Referências

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Histórico

  • Recebido: 22/10/2025
  • Publicado: 28/11/2025