Fernanda Nunes de Moura Andréia Moreno Gonçalves Maria Júlia Barros Holak Eliara Adelino da Silva
Informações do autor
Discentes do Curso de Medicina da Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, Brasil.
Informações do autor
Discente do Curso de Medicina da Universidade Serra dos Órgãos, Teresópolis, RJ, Brasil.
Informações do autor
Discentes do Curso de Medicina da Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, Brasil.
Informações do autor
Docente do Curso de Medicina da Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, Brasil.
Introdução: O avanço da inteligência artificial (IA) trouxe novas possibilidades para diagnóstico, tratamento, capacitação profissional e gestão em saúde. Essas tecnologias buscam otimizar tempo e recursos, garantir aprendizagem semelhante à obtida com instrutores humanos e complementar práticas médicas tradicionais. Objetivos: Analisar, por meio de revisão sistemática da literatura, a aplicação da IA na medicina, com ênfase nos avanços, desafios e perspectivas no diagnóstico, tratamento e gestão dos serviços de saúde. Metodologia: Foi utilizada a estratégia PICO nas bases PubMed e MedLine, com os descritores “Artificial Intelligence” e “Medicine” combinados por “AND”. Foram incluídos ensaios clínicos, controlados e randomizados, publicados em português e inglês nos últimos 10 anos. Excluíram-se estudos sem texto completo, revisões narrativas e artigos de opinião. Dois revisores independentes aplicaram critérios de elegibilidade previamente definidos, resultando em seis artigos selecionados. Resultados: Entre os seis estudos incluídos, um evidenciou resultados positivos no monitoramento e autocuidado de pacientes com dor crônica por meio de aplicativos baseados em IA. Três destacaram a eficácia da tecnologia no treinamento clínico, triagem de dados e desenvolvimento de habilidades práticas em simulações. Outro estudo demonstrou elevada sensibilidade e especificidade da IA na detecção de doença coronariana grave em ecocardiografias. Além disso, identificou-se a aplicação da telemedicina associada à IA como abordagem segura e eficaz no cuidado pediátrico. Discussão: A IA demonstrou avanços no suporte ao diagnóstico, na promoção do autocuidado, na organização de dados clínicos e na redução da sobrecarga dos serviços de saúde. Contudo, desafios persistem quanto à capacitação de profissionais e às questões éticas relacionadas ao seu uso. Conclusão: A IA consolida-se como aliada estratégica da prática médica, oferecendo maior precisão, eficiência e acessibilidade no cuidado em saúde. Apesar dos resultados promissores, são necessárias pesquisas adicionais para fortalecer evidências, aprimorar desfechos clínicos e orientar a adaptação segura dessa tecnologia.