Mikaellen Candido Mendonça Alice Botosso de Amorim Maria Isadora Rodrigues de Brito Maria Gabriela Teodoro da Silva Vitória Maria Lobo Araújo Diogo Milioli Ferreira
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Introdução: O câncer de pulmão é a principal causa de mortalidade por neoplasias no mundo, com destaque para o carcinoma de pulmão de células não pequenas (CPCNP), que representa a maioria dos casos. Tradicionalmente tratado com cirurgia, quimioterapia e radioterapia, o prognóstico em casos avançados permanece limitado. Nos últimos anos, a imunoterapia, especialmente os inibidores de checkpoint imunológico (PD-1, PD-L1 e CTLA-4), tem revolucionado o manejo da doença, promovendo respostas duradouras em subgrupos de pacientes ao reativar a resposta imunológica antitumoral. Objetivo: Apresentar os avanços da imunoterapia no tratamento do câncer de pulmão, destacando seus benefícios, desafios e limitações atuais. Metodologia Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, baseada em estudos científicos na língua inglesa e portuguesa, publicados nas bases de dados virtuais Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e PubMed, entre 2020 e 2025. Os descritores em Ciência da Saúde (DeCS) utilizados nestas revistas foram: “Câncer de pulmão”; “Imunoterapia”; “Oncologia”; “Inibidores de Checkpoint Imunológico”. O operador booleano AND foi empregado para organizar a estratégia de busca dos estudos. Resultados: Os estudos indicam que os inibidores de checkpoint imunológico aumentam significativamente a sobrevida global e livre de progressão em pacientes com CPCNP, especialmente naqueles com alta expressão de PD-L1. A imunoterapia mostrou-se eficaz em reativar linfócitos T e NK, melhorando a resposta antitumoral. No entanto, desafios persistem, como a necessidade de identificação de biomarcadores preditivos de resposta, ocorrência de efeitos adversos imunomediados, custo elevado e limitação de acesso em países de baixa e média renda. Estratégias combinadas, como uso associado a quimioterapia ou novos agentes imunomoduladores, têm sido estudadas para ampliar a efetividade. Conclusão: Em suma, a imunoterapia representa uma abordagem promissora no tratamento do câncer de pulmão, com aumento da sobrevida e potencial para respostas duradouras. Entretanto, limitações como efeitos adversos, custo elevado e restrições de acesso ainda precisam ser superadas, e a pesquisa contínua é essencial para otimizar sua aplicação em diferentes contextos clínicos.